REVISTA MENSAL DA IGREJA GNÓSTICA DO BRASIL
ORGÃO OFICIAL DA FRATERNITAS ROSICRUCIANA ANTIQUA
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O Exercício Respiratório
O Dr. Jorge Adoum, o Mago Jefa, que foi instrutor de nossa Fraternidade, nos diz que são inúmeros os meios pelos quais nós podemos conservar a saúde e recuperá-la, se por acaso ocorrer algum distúrbio orgânico ou enfermidade. Do mesmo modo, existem técnicas para obtermos uma respiração pura e pensamentos elevados, cuja prática levar-nos-á ao equilíbrio físico, moral e espiritual.
Ele recomenda as seguintes práticas matinais a toda criatura que aspira cumprir os deveres para consigo mesmo, conforme artigo publicado na Revista Gnose, Vol. XI, 1953:
Paleo (antigo) e Epigrafia (ciência que se dedica ao estudo das inscrições e a sua interpretação).
Por essa razão, nos estudos que estamos realizando, não nos interessam somente as Runas ( sistema pré-histórico de escrita) mas, também os Litos ou Pedras com suas intricadas inscrições e os locais onde os mesmos se encontram. Na Espanha encontram-se dólmens, galerias, cavernas e também escavações, como por exemplo, a Cova do Cerro de los Santos com as suas gravações rupestres onde aparecem umas sacerdotisas nórdicas, que provam, de uma maneira irrefutável, que também a Espanha foi invadida por essa raça primitiva.
Vimos, de conformidade com a primeira lei do Kybalion, que tudo é pensamento, vibração mental, ensinam os Mestres da sabedoria integral, no laconismo sintético de suas clássicas definições.
“O Grande Todo é o pensamento de Brahma”, a Realidade única e Absoluta, rezam os textos sagrados e mais antigos da Índia.
Efetivamente, a própria Ciência Oficial não pode contestar que “extinto o pensamento, o Todo deixaria de existir e volveríamos ao Nada”.
O pensamento é uma força e, podemos acrescentar, uma das mais potentes, porque, como estabelece o Kybalion, “quanto mais sutil a emanação, mais expansiva e mais poderosa”.
O pensamento, como as demais emanações ou vibrações, propagam-se por meio de ondas, através do respectivo plano, isto é da zona equivalente à sua densidade.
O cristianismo desempenha um papel único, incisivo e capital na história da Humanidade. De certa forma é o momento central, o ponto de retorno ou de volta entre a involução e a evolução. Daí o resplendor da sua irradiação.
Em parte alguma encontra-se esta luz com a mesma intensidade que se verifica no Evangelho de S. João. E, na verdade, pode-se dizer, só nele resplandece com tanta energia.
Não é deste modo, certamente, que a teologia contemporânea concebe este documento. Sob o ponto de vista histórico, de fato, o considera inferior aos três evangelhos sinóptico e até o suspeitou de apócrifo.
O simples fato de ter sido escrito dois séculos depois de Jesus Cristo foi o bastante para que os teólogos e a escola crítica o considerassem obra de poesia mística e de filosofia alexandrina. O Ocultismo, ao contrário, encara-o de modo muito diferente.
Durante a idade média existiam várias fraternidades que viveram em seu ideal e foram a fonte principal da verdade cristã. Estas fraternidades denominaram-se irmãos de S. João, Albingenses, Cátaros, Templários, Rosa-Cruz. Todos eram ocultistas práticos e faziam deste Evangelho sua Bíblia, seu Breviário. É provável que as lendas do Santo Gral, de Parsifal e de Lohengrin, emanassem dessas fraternidades e fossem uma expressão simbólica das suas doutrinas secretas.
01. Amai a Deus sobre todas as coisas — Amar a Deus quer dizer amar a sabedoria e a verdade. Nós não podemos melhor amar a Deus do que obedecendo a sua Lei. Para prestarmos conscientemente essa obediência devemos conhecer a lei. E o conhecimento dela só se adquire por meio da prática. Então, conhecer a lei do amor e vivenciá-lo é a chave mestra do amor a Deus.
02. Dedicai vossa vida inteira ao progresso espiritual — Assim como o sol envia, de longe, seus raios à terra para iluminar tanto os puros quanto os impuros e inundar de luz até os mais mesquinhos objetos, o espírito do homem pode enviar seu raio mental para adquirir o conhecimento de todas as coisas terrestres, sem necessidade de perder sua consciência divina ou de ser absorvido pelo objeto de sua percepção.
03. Sede completamente desinteressados — O conhecimento espiritual começa onde cessam todo e qualquer sentimento e a ilusão de crer-se o homem separado dos demais. Nesse momento é que começa o homem a compreender sua verdadeira natureza, isto é, seu poder divino, universal, e a plena consciência de que tudo o abrange.
Com este nome queremos indicar esse conjunto de pedras gravadas, usadas especialmente pelos integrantes da escola de Basílides, conhecidas dos padres e hoje dispersas pelos museus da Europa. São designados com o nome de Abraxas, porque quase todas trazem esse nome. As figuras simbólicas, as palavras estranhas, as aliterações bem combinadas, mostram que tais pedras serviam de talismã. As inscrições são sempre redigidas em grego e, em geral, são uniformes. Lê-se nelas, IAÔ, Sabaoth, Adonai, Anúbis, Ísis, Mitras. Nessas pedras, ora estão inscritas as vogais gregas aeêioyô, da direita para a esquerda ou vice-versa; consoantes sem significado; sílabas incompreensíveis; palavras indecifráveis, derivados do grego, do copta, do hebraico, do siríaco, longos vocábulos que se podem ler começando indiferentemente da direita ou da esquerda, como ABLANATHANALBA; frases vazias de sentido. Ora representam figuras nuas em posturas eróticas, personagens simbólicas, por exemplo, uma cabeça de galo, com braços e bustos humanos, pernas formadas por duas serpentes, de escudo numa das mãos e, na outra, um açoite; ou então, uma mulher sem cinto, com uma estrela na cabeça, um açoite na mão esquerda, a direita apontando para a boca, sentada numa flor de lótus, símbolo freqüentíssimo da fecundidade.